
Borboleta Boreal
Era meia-noite dentro da Crisálida onde a Lua, almejando asas de luz, perpetrava as pequenas brechas que avizinhavam uma nova noite, uma nova vida. Esboço a linha, como pinceladas de fogo branco e invisíveis espíritos de luz azul. A outrora larva de sombra, pedaço de breu, abriu as suas asas de electrodos luminosos e rasgou o céu com a estática das suas vértebras de iris. A noite parou, estanque que era a luminescência de um voo desencadeado pela incerteza de não saber onde encontraria o derradeiro interruptor,de vida, de luz, receptáculo de toda a sua sombra.